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Sete regiões de promoção turística e 92 empresas participam, a partir de quarta-feira, na ITB, a principal feira do setor na Alemanha e uma das mais importantes do mundo, reforçando a estratégia num mercado com "bastante potencial para crescer".

Apesar de ainda lhe faltar "dar o salto" por ser um mercado que "ainda trabalha muito com operadores turísticos e ainda prefere férias de sol e mar, para mais longe", a Alemanha é, para a Associação Turismo de Lisboa, o quinto emissor de turistas, sublinhou à agência Lusa a diretora executiva, Paula Oliveira.

 

"Os alemães viajam bastante, não são importantes só para nós, mas para todo o mundo, são o principal mercado emissor e ainda existe muita capacidade de crescimento. É um mercado que temos de continuar a trabalhar e insistir. Contudo, estes certames não contam só com compradores e interessados do próprio mercado, circulam compradores de todo o mundo, por isso a nossa presença tem um impacto internacional", revela a diretora executiva da Associação de Turismo de Lisboa (ATL) que, pela primeira vez, é a responsável pela coordenação da presença portuguesa na ITB.

 

A ITB Berlim, que contou na edição passada com cerca de 110 mil visitantes, é considerada uma das mais importantes feiras internacionais do setor.

 

A presença portuguesa vai contar com as sete regiões das áreas promocionais turísticas portuguesas: Porto e Norte de Portugal, Centro de Portugal, ATL -- Associação Turismo de Lisboa, Alentejo, Madeira e Açores e 92 empresas distribuídas por 870 metros quadrados.

 

De acordo com os dados da ATL relativos a 2018, "o número de dormidas dos alemães [na região de Lisboa] não chegou a um milhão, foram 960 mil". Já o número de hospedes rondou os 341 mil, por isso, realça Paula Oliveira, "ainda há bastante espaço para crescer."

 

"A Alemanha não tem vindo a crescer, tem sido estável, continua a ter motivação para vir para a região de Lisboa, mas ainda lhe falta 'dar o salto', mas isso não quer dizer que seja menos importante por isso. É obvio que queremos mais, e havemos de conseguir", destacou a diretora executiva da ATL.

 

Em média, por dia, o turista alemão gastou, em 2017, cerca de 160 euros, o que faz com que este seja "um mercado que gasta ao nível dos que gastam mais", acrescentou, garantindo que há "muito potencial" para superar estes números.

 

Paula Oliveira assegura que, durante a ITB Berlim, não haverá "nenhuma ação paralela nem nenhuma ação especifica" da Associação do Turismo de Lisboa, porque o objetivo é manter e reforçar a estratégia para o mercado alemão.

 

"Trabalhamos bastante com os operadores e com os jornalistas, com os 'media' internacionais. Achamos que é importante para a divulgação de um destino a 'media', não a parte publicitária, apesar de também ser importante, mas os jornalistas internacionais que nos têm ajudado muito a conseguirmos os nossos objetivos, assim como os operadores turísticos na Alemanha", frisou a diretora executiva da ATL, associação que vem acompanhada de 25 empresas, que fazem parte de um total de 92 que viajam de Portugal.

 

O ministro da economia alemão, Peter Altmaier, vai presidir à cerimónia de abertura da ITB Berlim, esta terça-feira, que contará com uma apresentação de dança e música tradicional da Malásia, país parceiro nesta edição.

 

A feira abre oficialmente na próxima quarta-feira, dia 06 de março, e termina no domingo, dia 10.

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