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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A APDC acaba de promover uma sessão de esclarecimento sobre o Programa "UPskill", uma iniciativa de âmbito nacional destinada à (re)qualificação de recursos humanos para as áreas digitais, que resultou de uma conjugação de vontades entre instituições públicas e privadas. A meta é alcançar um universo de três mil formandos, para integração imediata no mercado de trabalho, designadamente nas empresas TIC.

Este projeto envolve o Governo, através dos ministérios da Economia e Transição Digital, Emprego e Formação Profissional e Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; as Empresas TIC, através da APDC; o Instituto de Emprego e Formação Profissional; e os Politécnicos. O acordo que marcou o arranque da iniciativa foi assinado na semana passada entre a APDC, o IEFP e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).

 

Em Portugal, a procura de profissionais de tecnologia é superior à oferta existente, com tendência de agravamento e foi justamente esta pressão sobre os recursos com competências digitais, numa conjuntura em que a transformação para o digital é um imperativo para todas as empresas portuguesas, que levou ao surgimento do Programa "UPskill".

 

Ao mesmo tempo, este programa assume-se como uma oportunidade de requalificar e formar pessoas em áreas de trabalho de futuro, garantindo-lhes empregabilidade numa das áreas mais dinâmicas da economia portuguesa.

 

Na sessão de esclarecimento sobre o programa, que decorreu nas instalações da AICEP, participaram os secretários de Estado para a Transição Digital, André Azevedo, e da Internacionalização, Eurico Dias. Presentes estiveram ainda o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, a Diretora Executiva da APDC, Sandra Almeida e Manuel Garcia, gestor deste programa na APDC. Foram convidados a participar os vários Centros Tecnológicos e Empresas que a AICEP tem angariado ou pensa angariar para Portugal.

 

O objetivo foi apresentar o Programa "UPskill", centrado na qualificação e/ou na reconversão de recursos humanos com especialização intermédia ou superior para profissionais TIC, por via de uma formação intensiva de seis meses num Instituto Politécnico, completado por mais três meses já em contexto empresarial. A ambição é conseguir formar pelo menos três mil profissionais. Os primeiros seis meses de formação nos Institutos Politécnicos serão financiados pelo IEFP, sendo os restantes três meses financiados pelas empresas. Os formandos selecionados receberão bolsas de formação durante esse período, equivalentes ao salário mínimo nacional.

 

As empresas que aderirem ao Programa "UPskill" vão assumir um papel fundamental na iniciativa, intervindo ativamente em todas as fases, de acordo com as suas necessidades e requisitos. Terão, nomeadamente, oportunidade de poder facultar informação sobre as suas necessidades específicas de competências TIC para os próximos 3 anos; e de participar, em colaboração com os profissionais do IEFP e/ou os responsáveis dos Politécnicos, na definição dos perfis dos cursos, nas regras de seleção dos formandos e no desenvolvimento de conteúdos pedagógicos adequados, e na formação de formadores, entre outros aspetos da definição detalhada do programa.

 

Os compromissos de contratação das empresas para os formandos, após terminarem com sucesso a formação, serão contratualizados com cada umas das empresas aderentes ao "UPskill", em acordos a estabelecer nos próximos 60 dias. Estes acordos irão prever uma remuneração mínima inicial de 1.200 euros brutos para os formandos que sejam contratados.

 

Manifestaram já a intenção de aderir a este Programa, como fundadoras, um conjunto de cerca de 30 empresas, que nos próximos dias iniciarão as negociações para a definição dos respetivos acordos. A APDC está recetiva à adesão de outras empresas interessadas.

 

"A grande vantagem competitiva de Portugal para atrair investimento é o talento.   Para termos uma ideia, os anos de 2018 e 2019 foram anos recorde em termos de investimento apoiado pela AICEP. É por isso fundamental que o País continue a apostar na formação das suas pessoas, nomeadamente no que toca às competências tecnológicas e digitais. Esta é uma aposta que devemos fazer para que Portugal continue a atrair mais e melhor investimento”, afirmou o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques.

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