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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O ministro da Economia afirmou hoje no Porto que o aumento de 1,4% do PIB em 2016 demonstra que existe "uma aceleração do crescimento económico" que corresponde "ao crescimento do emprego e ao aumento do investimento".

Segundo Manuel Caldeira Cabral, os números hoje divulgados pelo INE "são muito positivos e demonstram que já é o segundo trimestre consecutivo em que Portugal está a crescer acima da média da União Europeia" e "representam o melhor crescimento em cadeia do segundo semestre desde 2007".

 

"Portanto, demonstra que a economia portuguesa está de facto outra vez a ganhar ritmo e, de acordo com o INE, este ritmo vem também do aumento do investimento e do aumento da confiança dos investidores", afirmou o ministro à margem de uma visita que hoje realizou ao Instituto de engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC-TEC).

 

O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,4% em 2016, menos duas décimas do que em 2015, depois da subida de 1,9% no quarto trimestre resultado de uma melhoria da procura interna, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

Este valor superou as expectativas. A Comissão Europeia e os economistas contactados pela Lusa estimavam uma subida do PIB de 1,3%.

 

"Estes números foram feitos por todos os portugueses, pelas empresas, pelos centros de interfaces tecnológicos, e estamos aqui hoje a visitar o INESC-TEC que dá também um contributo muito importante para a inovação e para o crescimento em Portugal. São resultados muito positivos porque se notam já na criação de emprego, 100 mil novos postos de trabalho em 2016, empregos mais qualificados e mais emprego para os jovens", disse.

 

Salientou que, "além destes dados muito positivos", o Governo "tem tido também alterações e revisões das previsões de crescimento para 2017 que apontam todas no mesmo sentido".

 

"Ontem foi a Comissão Europeia, mas já antes o FMI, a Universidade Católica e várias outras instituições têm vindo a rever as perspetivas de crescimento no sentido positivo, porque de facto reconhecem hoje que a economia portuguesa está com melhores perspetivas de crescimento do que estava há um ano", acrescentou.

 

Em relação ao facto de o crescimento do PIB ter sido menos duas décimas do que em 2015, Caldeira Cabral disse que "os valores no quarto trimestre de 2016 são claramente superiores aos que estávamos a ter no quarto trimestre de 2015. Quando entrámos estava a haver uma desaceleração do crescimento económico".

 

"Desde o início de 2016 começou outra vez a haver uma aceleração da economia e terminámos 2016 com o crescimento mais acelerado do que estávamos em 2015, quando estava a ocorrer uma desaceleração do crescimento", frisou.

 

O que é importante, segundo o governante, é "a perspetiva de que está a haver uma aceleração do crescimento económico, que essa está a corresponder também ao crescimento do emprego e ao aumento do investimento e que as perspetivas para 2017 são melhores do que eram as perspetivas para 2016".

 

"A confiança dos consumidores atingiu um máximo de 17 anos e não só os consumidores estão mais confiantes, como as exportações estão a ter uma boa taxa de crescimento e isso está a resultar em mais confiança, mais investimento, melhores condições de vida para os portugueses, mas também melhor equilíbrio externo. O saldo da balança de bens e serviços, até novembro estava a melhorar 900 milhões face ao ano anterior", acrescentou o ministro.

 

Na segunda-feira, a Comissão Europeia reviu em alta a estimativa de crescimento do PIB português, prevendo que tenha subido 1,3%, um valor semelhante à média de previsões de analistas contactados pela agência Lusa, acima da previsão de 1,2% estimada pelo Governo no Orçamento do Estado para 2017 (em outubro).

 

A Comissão Europeia justificou a melhoria da previsão devido a um "forte desempenho na segunda metade do ano, particularmente no turismo", e no consumo privado, apesar da contração no investimento.

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