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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Um estudo da Confederação da Indústria Britânica (CBI) e da Oracle apurou que as grandes empresas do Reino Unido estão a contribuir negativamente para a crise de produtividade observada no país.

Em causa está a falta de investimento por parte das mesmas em novas tecnologias que poderiam aumentar a sua produção.

 

As duas organizações publicaram os resultados da sua análise e concluíram que se uma em cada cem empresas adoptasse uma nova abordagem de inovação, tecnologia e práticas de gestão, a economia poderia crescer £100 biliões nos próximos anos.

 

Esta investigação surge numa altura em que a Grã-Bretanha está com dificuldades em aumentar a produtividade da economia (i.e. a produção para o mesmo nível de matérias primas). De facto, o Banco de Inglaterra mencionou recentemente num relatório que a produtividade britânica está 20pp abaixo do esperado caso os níveis observados no pré-crise se tivessem mantido.

 

Ainda no estudo conduzido pela CBI e Oracle, chegou-se à conclusão de que sectores chave com os serviços financeiros e a construção têm vindo a registar taxas de crescimento da produtividade negativas desde 2008.

 

Contudo, as duas entidades mostram-se otimistas, dizendo que a adoção de novas tecnologias poderá levar a aumentos da produtividade e dos salários. Ademais, o relatório levanta a possibilidade de que este tipo de investimento possa vir a reduzir desigualdades, aumentando salários de forma geograficamente diversificada e não apenas em alguns polos.

 

Foi ainda referida importância das empresas se comprometerem com respostas eficazes aos riscos cibernéticos, bem como a necessidade de estas estarem na vanguarda de inovações a nível de hardware e software. Só assim será possível usar o digital para enriquecer o desempenho empresarial de topo e capacitar as organizações para responder a um ambiente de trabalho que está hoje em constante mutação.

 

Felicity Burch, diretora de digital e inovação na CBI, alertou as grandes empresas britânicas para a necessidade dos seus líderes “se preparem para desafiarem os modos já enraizados de gestão”, referindo que esta capacidade será imperativa para as mesmas se manterem líderes de mercado nos próximos dez anos.

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