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Conselho de ministros alemão aprovou um pacote de medidas de apoio à economia, que prevê um aumento do endividamento público em 156 mil milhões de euros para financiar despesas sociais adicionais e ajuda direta a empresas, o que corresponde a 4,5% do PIB alemão.

O governo alemão aprovou esta segunda-feira um pacote de 750 mil milhões de euros para apoiar a economia face à crise provocada pela Covid-19 e que inclui um aumento do endividamento público, colocando fim a décadas de contenção orçamental, noticia a Bloomberg.

 

O montante aprovado pelo Conselho de Ministros, que será votado no Parlamento na quarta-feira, é sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial. O governo irá aumentar o endividamento público em 156 mil milhões de euros para financiar despesas sociais adicionais e ajuda direta a empresas, o que corresponde a 4,5% do PIB alemão.

 

O governo alemão aprovou um fundo de resgate de 600 mil milhões de euros para conceder empréstimos e garantias às empresas atingidas pelo novo coronavírus, estando ainda prevista a compra de participações em empresas afetadas. O fundo é constituído por 400 mil milhões de euros em garantias, 100 mil milhões de euros para salvar empresas e 100 mil milhões de euros em empréstimos garantidos pelo Estado.

 

A Alemanha fez a coisa certa para “implementar a bazuca”, disse o ministro da Economia, Peter Altmaier, numa conferência de imprensa, após a reunião de emergência, que Angel Merkel liderou através de videoconferência após ter anunciado que iria estar em quarentena voluntária, depois de ter contactado com um médio que testou positivo para a Covid-19.

 

Além dos 156 mil milhões de euros em dívida, o fundo de resgate poderia emitir até 200 mil milhões de euros em dívida adicional, se necessário, estando dependente do número de empresas que pedirá o apoio do Governo, escreve a Bloomberg.

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