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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A DGEG e da ERSE já tinham confirmado ao Dinheiro Vivo que a Cepsa detinha um registo de comercializador de energia elétrica em Portugal.

Tal como o Dinheiro Vivo já tinha avançado, a Cepsa avançou em Portugal para a comercialização de eletricidade. Para já as operações começaram com o fornecimento de energia elétrica aos escritórios da Cepsa em Lisboa e durante este mês, ampliam-se à fábrica de distribuição e armazenagem de Matosinhos, no Porto. Ao longo de 2019 a petrolífera fornecerá também energia aos postos de abastecimento da rede Cepsa em Portugal.

 

“A Cepsa dá um passo em frente e obtém licença para iniciar a comercialização de energia elétrica no mercado luso”, revelou a empresa em comunicado. A autorização de comercialização irá permitir cumprir com o compromisso de fornecimento de eletricidade de origem 100% renovável que requerem os pontos de recarga ultrarrápida de veículos elétricos da IONITY, que serão instalados nos postos de abastecimento Cepsa em Portugal.

 

Fonte oficial da Direção-Geral de Energia e Geologia tinha já confirmado ao Dinheiro Vivo em dezembro que “a Cepsa Portuguesa Petróleos, SA, é detentora de um registo de comercializador de energia elétrica desde outubro deste ano”.

 

A ERSE atestou a mesma informação e lembrou ainda que “a licença que a empresa já possui em Espanha é reconhecida pelo Estado português, no âmbito do Mercado Ibérico de Eletricidade”. Ou seja, é só mesmo uma questão de tempo até que a Cepsa junte também a eletricidade ao seu negócio de gás deste lado da fronteira.

 

Em Espanha, a empresa estreou em fevereiro de 2018 a sua primeira oferta que combina combustíveis, luz e gás para consumidores domésticos. Portugal também está na mira, garantiu ao Dinheiro Vivo Filipe Henriques, diretor de GPL, gás natural e eletricidade residencial da Cepsa, que marca presença em Portugal há mais de 50 anos e está agora a preparar-se para vender eletricidade no país, estando já a avaliar a comercialização de ofertas duais de luz e gás.

 

Tendo investido 20 milhões de euros para começar a vender gás engarrafado no mercado português no final de 2017, a Cepsa também já opera no país como comercializador de gás natural: o boletim da ERSE de setembro mostra que a empresa detém, em termos de consumo, uma quota de mercado de 7%.

 

“Temos sempre planos para crescer. Não vejo razão para que a Cepsa no futuro não possa entrar no mercado da eletricidade em Portugal. Entrámos no mercado espanhol em fevereiro de 2018 e estamos agora a consolidar a nossa posição e a crescer”, assegurou Filipe Henriques ao Dinheiro Vivo. Em resposta à questão sobre se as ofertas de eletricidade e gás, com combustíveis à mistura, podem ser replicadas deste lado da fronteira, Filipe Henriques garantiu que sim, “com as devidas adaptações”. “É lógico que assim seja. É o que faz sentido. Não é uma carta fora do baralho.”

 

A nível global, a Cepsa quer deixar de ser uma petrolífera e passar a ser uma empresas de abastecimento de energia. Para isso vai diversificar o negócio e investir 40 mil milhões de euros num plano a 15 anos. Em 2018, aventurou-se já na comercialização de eletricidade e gás natural para o mercado residencial em Espanha. A Cepsa está também a apostar forte nas energias renováveis e no primeiro trimestre de 2019 espera ter em funcionamento o primeiro parque eólico na região da Andaluzia. O potencial de Portugal nas energias renováveis também está na mira dos investimentos, garantiu Díaz Bild.

 

Em Espanha a Cepsa acumula 15 anos de experiência no fornecimento de eletricidade a vários setores industriais e PME sendo que, atualmente, dispõe de um portefólio de mais de 1000 empresas. Adicionalmente, desde 2009 que tem um escritório elétrico que coloca à disposição dos clientes a energia produzida por terceiros, ajustando a produção de eletricidade à procura. A experiência da Cepsa na área da eletricidade completa-se com a atividade de cogeração: Uma experiência de quase três décadas a produzir energia através das centrais de cogeração e ciclo combinado das suas instalações industriais a que brevemente se juntará o primeiro parque eólico da Cepsa.

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