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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As centrais hidroelétricas de Frades, Alqueva, Alto Lindoso e Caniçada vão testar novos sistemas de turbinas e bombas. Projeto conta com a participação de sete países.

O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), a EDP Produção e a EDP CNECT são as três organizações portuguesas que fazem parte de um projeto europeu para melhorar a eficiência de centrais hidroelétricas. O projeto, conhecido por Xflex Hydro, tem um orçamento de 18 milhões de euros, é financiado pela Comissão Europeia e está a ser liderado pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça.

 

Juntamente com outras 15 instituições de outros cinco países – França, Áustria, Espanha, Alemanha e Reino Unido –, o objetivo é desenvolver novas tecnologias que tornem mais eficientes as turbinas e bombas das centrais hidroelétricas e criar, por exemplo, controladores inteligentes e turbinas de velocidade variável e fixa mais eficazes.

 

«A ideia do projeto passa pelo desenvolvimento de novas soluções tecnológicas que vão integrar as centrais hidroelétricas de vários tipos, pretendendo contribuir para melhorar o seu desempenho e eficiência, e desta forma contribuir para a descarbonização do setor energético facilitando maior integração de outras renováveis caracterizadas pela elevada variabilidade temporal e pela muito reduzida controlabilidade», explica em comunicado Carlos Moreira, coordenador do projeto no INESC TEC e professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

 

As melhorias alcançadas deverão contribuir para o objetivo de a Europa produzir, por via de fontes renováveis, 32% da energia até 2030. Os testes dos novos sistemas vão ser feitos na Suíça, França e Portugal – com as centrais hidroelétricas de Frades, Alqueva, Alto Lindoso e Caniçada a serem as escolhidas em território português para os testes.

 

Os resultados da investigação e dos testes vão ser partilhados com a Comissão Europeia em 2023 e deverão incluir recomendações de adoção tecnológica, assim como recomendações políticas e de mercado.

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