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CABEÇALHO




Mercado chinês sedimenta-se como o segundo destino da fabricante de automóveis. Representou nos dois primeiros meses do ano 20% da produção, uma subida de 15 pontos percentuais face a 2011.

A Autoeuropa deverá fechar o primeiro trimestre com mais de seis mil carros vendidos para a China. Ou seja, em apenas três meses a fábrica de Palmela terá exportado para a China o equivalente a 43,5% do total de unidades (13.773) que vendeu durante todo o ano passado para aquele mercado.
 
Segundo os dados fornecidos pela fabricante da Volkswagen ao Negócios, a China representou em média 20% dos automóveis produzidos entre Janeiro e Fevereiro. Este valor, representa um crescimento médio de 15 pontos percentuais face ao período homólogo do ano anterior.
 

Se as metas estipuladas até ao fim do ano forem cumpridas, e houver dois barcos por mês para aquele mercado asiático, as exportações para a China vão atingir as 24 mil unidades, o que valerá quase mais 100% do que o alcançado em 2011.

 

Até 9 de Março já tinham sido carregadas 4.306 viaturas para aquele mercado, segundo os números da transportadora Pinto Basto, parceira nacional da NYK Line (operadora marítima contratada pela Autoeuropa). Para este mês, já estão agendados mais dois barcos (dia 19 e dia 30) com os três modelos da Volkswagen exportados para a China (Scirocco, Sharan e Eos). Em média, por embarcação são enviados mil carros.

 

"No último navio, eles [a Autoeuropa] queriam colocar duas mil viaturas, mas só havia espaço disponível para 1.200. Pelo que, este mês, ficaram agendadas mais duas embarcações" justificou ao Negócios fonte da Pinto Bastos. O número mínimo em cada remessa é de 800 carros, caso contrário os custos de atracagem não compensam, garante.

 

O barco que zarpou a 9 de Março foi o sexto a partir do porto de Setúbal com destino à China, desde que a rota começou a 28 de Novembro de 2011. Dois deles seguiram ainda no ano passado (com 2.540 unidades). Em Janeiro rumou apenas uma embarcação (com 1.078 carros), e em Fevereiro mais duas (com 2.028 automóveis no total).

 

"Bye-bye" UK, "ni hao" China

 

O primeiro de três barcos que seguem para a China em Março levou 1.200 Volkswagen. Assim, no primeiro trimestre deste ano, com seis navios carregados para aquele mercado asiático, a Autoeuropa irá cumprir a meta de duas encomendas por mês.

 

A China está a ganhar peso de forma vertiginosa na produção da fábrica de Palmela. No ano passado, já fechou o ano a valer 10,4% do número de carros produzidos na Autoeuropa, mas até Fevereiro de 2011 valia pouco mais de 5%, ocupando o quinto lugar nos destinos de exportação. Valia menos de metade do que o segundo mercado de referência, o Reino Unido, que detinha uma quota de 11,5%.

 

Um ano depois, a relação é inversa. Nos dois primeiros meses do ano, o Reino Unido captou 9,6% da produção em Janeiro, e 7,8% em Fevereiro. Estes números valem menos de metade dos que foram alcançados pela China. A Alemanha continua líder, pesando, nos dois primeiros meses do ano, cerca de 28% dos automóveis que saem de Palmela.

 

O crescimento da importância da China na Autoeuropa está em linha com a tendência revelada, anteontem, pelo INE para justificar a subida das exportações nacionais em 37,9% para o espaço extra-comunitário. Um dos motivos apontados é o crescimento das vendas de veículos e outro material de transporte, "principalmente automóveis de passageiros com destino ao mercado chinês".

 

 

Sharan ganha fãs nas famílias chinesas, mas Scirocco é líder

Na última encomenda que partiu para a China a 9 de Março, saíram de Setúbal rumo aos três portos de destino (Xangai, Ximshe e Tianjin Xingang) 1.200 carros. Apesar do Scirocco representar mais de metade do total, ou seja, 700 unidades, já é secundada a curta distância pela Sharan com 477 unidades. Nos números finais do ano passado, a desproporção era muito maior. Fonte da Pinto Bastos explica a tendência: "O Sharan é um carro grande, e a classe média chinesa está a aderir muito bem. Há casos em que chegam a compra dois por família", sublinha a fonte da transportadora Pinto Basto. O Eos é o modelo com menos peso, valendo nesta última encomenda apenas 2% dos carros exportados. O transporte para a China é directo e demora um mês a partir de Setúbal. A paragem em Portugal é a última dos navios da NYK, que trazem para a Europa, entre outra maquinaria, automóveis da Mitsubshi e atracam em Malmo, Antuérpia, Hamburgo e Southampton.