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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Presidente da CIP defendeu a importância de estabilidade legislativa, fiscal e laboral para as empresas. No entanto, salientou que o tecido empresarial português tem procurado novos mercados.

O presidente da CIP, António Saraiva, defendeu esta quinta-feira que as empresas portuguesas têm sabido encontrar caminhos, apesar do que considera ser a “imprevisibilidade” legislativa, fiscal e laboral.

 

António Saraiva falou sobre a relação das empresas com os trabalhadores num frente-frente com Carlos Silva, secretário geral da UGT, moderado pelo CEO do Novo Banco, António Ramalho, e que abordou o tema do “Investimento como fator de sustentabilidade”, no âmbito do Fórum Capitalizar, promovido em conjunto entre o Jornal Económico e o Novo Banco, realizado esta quinta-feira, no Museu do Oriente, em Lisboa.

 

“A crise provocou uma desalavancagem de cerca 40 mil milhões de euros”, referiu António Saraiva, identificando a alteração da percepção de risco da banca como uma das principais mudanças da crise económica.

 

O presidente da CIP realçou que o acesso ao financiamento está mais difícil e o capital próprio das empresas não é suficiente.

Salientou, contudo, a qualidade do tecido empresarial nacional: “Temos excelentes empresas. Nas várias visitas que faço às empresas, fico agradavelmente surpreendido com o de bom há neste país. Têm excelentes modelos de negócios”.

 

“Depois da crise as empresas têm sabido encontrar diferentes caminhos. Têm mostrado resiliência, procurado novos mercados, novos produtos e criação de valor”, defendeu. “Estamos numa fase diferente da vida empresarial e o investimento começa a dar sinais de retoma”.

 

No entanto, sublinhou a necessidade da estabilidade legislativa, fiscal e laboral. “Isso tem sido deficiente porque a imprivesibilidade fiscal e enorme carga fiscal, a dificuldade de acesso a financiamento leva a que a maior massa empresarial tenha acrescidas dificuldades, mas é um caminho que se está a fazer”.

 

“Hoje o grande problema das empresas é o défice da mão de obra qualificada. Temos uma enorme batalha a travar na qualificação de adultos. Temos que associar capital a iniciativas públicas, iniciativas privadas”, concluiu.

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