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CABEÇALHO

Os empresários africanos estão menos otimistas sobre o andamento da economia global, com cerca de 25% a considerarem que o crescimento económico vai abrandar nos próximos 12 meses, de acordo com um estudo da consultora PwC.

Segundo a Africa Business Agenda 2019, divulgada no âmbito do Fórum Económico Mundial sobre África, que decorre esta semana na Cidade do Cabo, na África do Sul, os 83 empresários contactados em 19 países africanos dizem que "o desconforto face ao crescimento económico mundial está a minar a confiança sobre a perspetiva de evolução das suas empresas, com apenas 39% a assumirem estar 'muito confiantes' relativamente ao desempenho da sua companhia a curto prazo".

 

"Em África, a incerteza política e económica, entre outros temas, lançou dúvidas sobre as esperanças dos líderes empresariais serem capazes de sustentar o crescimento das suas empresas agora e no futuro", comentou o líder da Pwc para África Dion Shango.

 

"Apesar de haver uma queda no otimismo, os líderes empresariais africanos continuam a ver várias oportunidades no continente, mas no geral estão a jogar pelo seguro", concluiu o responsável.

 

Entre os principais riscos para o empresariado africano, a PwC salienta "as incertezas económicas, sociais e políticas" e junta também "as preocupações sobre a incerteza das políticas, a falta de talento, o excesso de regulamentação e a volatilidade das taxas de câmbios".

 

As maiores preocupações são a incerteza no crescimento económico mundial (41%), o desemprego e o populismo (33%), a volatilidade das taxas de câmbio (42%) e a desadequação das infraestruturas básicas (35%), lê-se no relatório.

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