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Conselho Internacional de Aeroportos na Europa considera que o surto de coronavírus está a tornar-se “uma crise sem precedentes”.

O Conselho Internacional de Aeroportos na Europa advertiu esta terça-feira que o surto de coronavírus está a tornar-se "uma crise sem precedentes" para os aeroportos europeus e previu que no primeiro trimestre haja menos 67 milhões de passageiros.

 

Em comunicado, o conselho (ACI Europe) indicou que a situação nos aeroportos está a deteriorar-se "com rapidez".

 

"As companhias aéreas estão a reduzir drasticamente a sua capacidade e a cancelar serviços em resposta a uma procura descendente, resultado da perda de confiança, mudanças nas políticas de viagens de empresas e medidas governamentais que direta ou indiretamente restringem a mobilidade, no âmbito dos esforços para conter a expansão do vírus", declarou o diretor-geral do organismo, Olivier Jankovec.

 

A epidemia de Covid-19 está a tornar-se "um golpe de proporções sem precedentes" para o setor dos aeroportos, acrescentou.

 

Olivier Jankovec reconheceu que de momento os aeroportos em Itália são os mais afetados, mesmo antes da decisão do Governo italiano de alargar a todo o país as medidas de isolamento, com quedas superiores a 60% dos passageiros.

 

Uma avaliação inicial do conselho indica que haverá menos 67 milhões de passageiros no primeiro trimestre de 2020, uma descida de 13,5% em relação ao cenário habitual.

 

Para o conjunto do ano, as previsões são de menos 187 milhões de passageiros nos aeroportos europeus, uma descida de 7,5%.

 

Em termos financeiros, podem perder-se 1.320 milhões de euros em receitas entre janeiro e março de 2020.

 

O ACI Europe pede que os governos só considerem as proibições de viajar e outras iniciativas que afetem a conectividade aérea "como medida de último recurso e pelo menor tempo possível".

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