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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O primeiro de dois dias de comemorações do Dia de Portugal foi cumprido nos Açores. Presidente da República e primeiro-ministro levam depois a celebração para terras do “Tio Sam”. Será o 10 de junho mais americano de sempre, de olho nas oportunidades de negócio.

As celebrações durante a manhã ainda decorrem em Ponta Delgada, nos Açores, com a habitual Cerimónia Militar Comemorativa, que contará com a participação de mais de mil militares dos três ramos das Forças Armadas, e durante a qual discursará o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República e o primeiro-ministro, António Costa, partem depois para os Estados Unidos.

A meio da tarde, já Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa estarão em solo norte-americano para celebrar o dia de Portugal. Chegam a Boston (Estado de Massachusetts), vindos dos Açores, o primeiro palco das comemorações, este sábado.

Seguem diretamente para a primeira cerimónia: são recebidos na praça do município pelo embaixador português em Washington, ouvem os hinos dos dois países, proferem breves palavras. Seguem, então, para Providence, a capital e cidade mais populosa do Estado de Rhode Island. São recebidos pela governadora e líderes da comunidade portuguesa local.

Presidente da República e primeiro-ministro vão depois para a maior festa portuguesa na costa Leste dos EUA, o Waterfire. Ambos levarão tochas acesas em dois dos vários barcos a remos, juntando-se a outras 14 personalidades homenageadas por se terem destacado na comunidade portuguesa no último ano.

Marcelo Rebelo de Sousa instituiu, em 2016, esta nova forma de comemorar o Dia de Portugal, levando as celebrações pra junto da comunidade portuguesa no estrangeiro. Depois de França e Brasil, o destino é agora os EUA. O país agrega 1,4 milhões de portugueses e luso-descendentes registados, números de 2016. Destes, 80% chegaram antes do ano 2000. A média de idades está nos 40 anos.

Esta seria já razão suficiente para levar a festa para os EUA. Mas, além disso, os Estados Unidos são o maior parceiro comercial de Portugal fora da União Europeia. Razão para o Governo tornar esta também uma viagem de negócios, num momento em que Trump tem vindo a adoptar medidas protecionistas em relação à Europa.

Aproveitando o mês de Portugal nos Estados Unidos (iniciativa diplomática e económica que inclui mais de 130 ações em 12 estados e 60 cidades), António Costa vai fazer o país de costa a costa para dar visibilidade a Portugal num roteiro marcadamente económico e científico. De Boston, para a Califórnia, terminando em Nova Iorque. Um roteiro que dura uma semana.

A viagem do chefe de governo, de cariz fortemente económico, inclui participações em fóruns e eventos de promoção da economia portuguesa, visitas ao MIT, à sede da Google em Sillicon Valley, à Cisco, ou a uma fábrica da portuguesa Corticeira Amorim; mas também tem momentos políticos, como os encontros com Condoleeza Rice, antiga secretária de Estado norte-americana, e hoje membro destacada do think-tank Hoover Institution, e com o governador da Califórnia no Capitólio Estadual, e culturais, como a inauguração da Praça de Cascais, em Sausalito, na baía de São Francisco.

No final da semana Costa segue para Nova Iorque, onde multiplica participações em seminários económicos, e inaugura o painel eletrónico "Marca Portugal" na icónica Times Square. E na tarde de sexta-feira, já início da noite em Portugal, assiste à estreia da seleção nacional de futebol no Mundial 2018: assiste ao Portugal-Espanha no Sport Clube Português antes de ser recebido num jantar de gala da Câmara de Comércio Luso-americana no Harvard Club. O regresso a Portugal está previsto para a madrugada de domingo.

Nos primeiros dois dias, Costa conta com a companhia de Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República participa, dia 11 de junho, na sessão solene na 'State House' de MassacO número de empresas portuguesas a exportar para os Estados Unidos atingiu 3220 no ano passado, mais 113 do que em 2016.husetts e inclui ainda uma receção no navio-escola Sagres, que estará atracado no porto de Boston. O chefe de Estado visitará o Museu da Baleia de New Bedford e regressa depois a Lisboa. Costa segue caminho nos EUA.

"Esta nossa ofensiva diplomática está a ser preparada com grande detalhe desde setembro passado. Queremos aproveitar a 'onda' de popularidade de Portugal nos Estados Unidos para aumentar ainda mais a notoriedade do país, atrair novos investimentos, captar ainda mais turistas e reforçar os laços na cooperação científica e universitária", sintetizou à agência Lusa fonte do executivo.

De acordo com dados da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), as exportações nacionais cresceram de 3,4 mil milhões de euros em 2013 para 4,66 mil milhões de euros em 2017 - um aumento de 8,6% em cinco anos.

As importações também cresceram neste mesmo período de cinco anos, mas apresentam valores absolutos mais baixos do que os das exportações: 1,89 mil milhões de euros em 2017 e 2,7 mil milhões em 2017.

No ano passado, segundo os mesmos dados da AICEP, os Estados Unidos mantiveram-se como o maior parceiro comercial de Portugal fora da União Europeia e estão na quinta posição ao nível global.

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