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Norris Koppel, fundador e presidente executivo da Monese, falou ao Dinheiro Vivo sobre os planos futuros da sua fintech.

A britânica Monese quer tornar o seu serviço cada vez mais relevante e local em cada mercado em que opera e isso inclui Portugal. Lisboa é também uma das principais cidades para a fintech que rivaliza com os bancos tradicionais, disse Norris Koppel, fundador e presidente executivo da Monese, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

 

A fintech elegeu a capital portuguesa para estabelecer o seu terceiro escritório. Conta com uma equipa de 18 pessoas e até ao final deste ano prevê triplicar o número de colaboradores.

 

A Monese anunciou esta sexta-feira que já tem um milhão de utilizadores registados.

 

Ao Dinheiro Vivo, o líder da fintech contou quais os seus planos para o futuro e os objetivos para o mercado português.

 

Como vê a Monese daqui a um ano?

 

Estamos sempre a procurar melhorar os nossos serviços nos nossos principais mercados. Isso inclui tornar 0 nosso serviço cada vez mais localizado e relevante para nossos clientes em toda a Europa. Além disso, estamos sempre a procurar expandir para novos mercados.

 

Ir para a Bolsa, através de um IPO, faz parte do plano?

 

Ainda não temos planos específicos. Neste momento, estamos firmemente focados na construção de um novo e melhor tipo de banco, que dê às pessoas a liberdade financeira de prosperar em qualquer lugar. Já conseguimos muito no âmbito dessa visão, mas os próximos anos trarão ainda mais.

 

Qual é a sua estratégia e metas para o mercado português?

 

Temos uma equipa de 18 pessoas no escritório da Monese em Lisboa e até o final de 2019 o nosso número de funcionários em Portugal triplicará. Lisboa é muito importante para a Monese, porque é uma das melhores localizações na Europa para a tecnologia e existe uma enorme quantidade de potencial quando se trata de atrair, recrutar e trabalhar ao lado dos mais brilhantes talentos tecnológicos da Europa. No próximo ano, a nossa esperança é tornar o nosso serviço mais relevante a nível local para o mercado português, para que possamos alcançar muito mais pessoas que possam beneficiar dos nossos serviços.

 

Espera pressão regulatória sobre Monese e fintechs similares?

 

Não prevemos qualquer pressão regulatória. No entanto, a confiança do cliente é fundamental. É da maior importância que a confiança no setor continue a ser mantida e se torne a melhor prática para todos. Na Monese, esforçamo-nos para entender as necessidades de nossos clientes e satisfazê-las. Mas, acima de tudo, eles esperam que sejamos seguros, éticos e honestos. Somos capazes de fornecer um serviço bancário de facilidade e conveniência – que são a espinha dorsal da oferta bancária digital. Ainda estamos apenas no início de nossa jornada pioneira.

 

Que novos serviços a Monese pode oferecer no futuro?

 

Criar parcerias com empresas com ideias semelhantes é muito importante, mas também estamos a trabalhar para adicionar mais recursos úteis, como: redes de depósitos em dinheiro, opções de crédito flexíveis, recursos de economia e contas conjuntas. Isso dará às pessoas a liberdade financeira de prosperar em qualquer lugar e garantirá que possamos alcançar muito mais pessoas que se beneficiarão do Monese.

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