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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, que se mostrou confiante na aprovação do Orçamento de Estado pela Assembleia da República, falava esta manhã na conferência anual da AICEP dedicada às exportações e ao investimento.

Numa altura em que se discute, no Parlamento, a aprovação do Orçamento de Estado para 2021, Augusto Santos Silva participou esta manhã na primeira sessão da conferência anual da AICEP, sob o mote "Exportações & Investimento", onde sublinhou a importância de existir acordo entre os partidos na aprovação do documento. O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros defende que "não se compreenderia que nestas circunstâncias o país, por iniciativa própria, criasse uma crise" com o chumbo do OE.

 

Com a mira apontada à resistência dos partidos da esquerda em dar luz verde ao orçamento, Santos Silva mostrou-se confiante que o debate parlamentar resultará num caminho que responda "às necessidades da conjuntura económica que vivemos", mas também de manter o "rigor", a "prudência" e o "sentido de solidariedade para que as condições financeiras e orçamentais continuem a ser aquelas de que todos necessitamos".

 

O ministro recordou ainda o caminho percorrido pelo país até ao momento pré-crise pandémica, no início do ano, que defende ter sido marcado por "crescimento económico, de emprego, de diversificação dos investimentos", assim como de atração de "investimentos de alto valor acrescentado e de crescimento das nossas exportações", para reforçar a ideia de que esta "não é uma crise que nasça da estrutura" económica nacional. Pelo contrário, diz ser uma crise externa às condições das finanças nacionais "que deve ser combatida usando as características e os motores do crescimento e da transformação da economia portuguesa".

 

Apesar das críticas apontadas ao Governo pela falta de medidas de apoio às empresas, Augusto Santos Silva lembrou a resposta pública às questões relacionadas com a liquidez e tesouraria nos primeiros meses de pandemia, defendendo que "o OE para 2021 contém novas medidas de apoio imediato e de apoio conjuntural". O incentivo fiscal para ações de promoção externas dirigido às associações empresariais, que, diz, beneficiam sobretudo as PME, ou a criação de condições para o desenvolvimento de instrumentos como o banco de fomento serão essenciais na retoma económica.

 

Luís Castro Henriques aproveitou a primeira sessão da conferência anual da agência pública para dizer que "apesar dos desafios, não parámos e adaptámos os apoios às empresas com novos produtos e serviços com uma forte aposta digital". O presidente da AICEP assinala que "durante o período de confinamento, conseguimos fazer angariação de novos projetos de empresas internacionais, principalmente da Europa, na área de business services", o que "prova" que os fatores competitivos nacionais "não sofreram alterações e que os investidores mantêm a confiança no país". Além disso, sublinha, a AICEP "ultrapassou a meta de pagamentos de incentivos feitos às empresas e associações" estabelecida no Estado de Emergência, tendo injetado "mais de 60 milhões de euros na economia".

 

O ministro do Planeamento, que se encontra atualmente em isolamento profilático e que participou na sessão por videoconferência, destacou o papel da agência que "com 30% do incentivo , conseguiu apoiar e atrair 38% do investimento". Para Nelson de Souza, este "é um indicador muito simples de como a AICEP está a cumprir a sua missão pública" e um sinal positivo para os novos instrumentos europeus que chegam no próximo ano, como o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e os fundos estruturais. Ainda assim, apela a um bom planeamento e lembra que "temos de nos vincular a resultados que são para se cumprir porque deles vai depender a existência ou não existência do financiamento, que será apenas garantido depois da sua verificação".

 

Esta segunda-feira aconteceu a primeira de quatro sessões previstas na conferência anual da AICEP, transmitidas em streaming, que vão procurar discutir as dificuldades e as oportunidades do tecido empresarial português num período de crise pandémica, económica e social. Sob o mote "Exportações & Investimento", as conversas moderadas pela diretora do Dinheiro Vivo, Rosália Amorim, prosseguem no próximo dia 5 de novembro, pelas 10h, com um balanço da captação de investimento durante este ano em circunstâncias adversas.

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