Como já foi referido, a entrada nos mercados via exportação pode processar-se pelo método directo ou indirecto. O primeiro, envolve a escolha de um agente ou distribuidor, ou uma combinação dos dois, para representar a empresa nos mercados, sendo em geral, responsável pelo embarque da mercadoria; o segundo passa pela celebração de um acordo, delegando vários graus de responsabilidade das vendas nos mercados externos a um terceiro localizado no país de origem.
Qualquer dos métodos tem vantagens e inconvenientes mas a opção por um deles em detrimento do outro depende do grau de compromisso com os mercados externos que a empresa quer fazer e, consequentemente, dos diferentes níveis de controlo que quer ter sobre as vendas e, ainda, dos factores de custo que está disposta a assumir.
Na exportação directa, a empresa executa a maior parte das operações de exportação em vez de as delegar noutras organizações. Deste modo, tarefas como o estudo e o contacto com o mercado, a distribuição física, as formalidades de exportação, o estabelecimento de preços e as actividades de promoção são desempenhadas pela própria empresa.
Esta hipótese não só proporciona maior controlo sobre as operações, como permite uma melhor informação sobre os mercados externos e um aumento da experiência internacional. Os custos desta alternativa são mais elevados do que no caso da exportação indirecta, por não haver partilha com outras empresas.
A exportação directa tem normalmente lugar, quando o vendedor é procurado por um importador ou quando o seu mercado cresceu em tamanho o suficiente para justificar a realização da sua própria actividade de exportação.
As duas formas de exportação não são mutuamente exclusivas, já que a empresa pode exportar directamente para os seus mercados mais importantes e indirectamente para os menos significativos.