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Setores: Automóvel e Moldes, Materiais de Construção, TIC e Ensino Superior

Datas: 11 e 12 de dezembro de 2019

Local: Casablanca
Programa: consultar

 

A AICEP está a organizar uma Missão Empresarial a Marrocos nos dias 11 e 12 de dezembro, em Casablanca, com o objetivo de aprofundar as relações comerciais bilaterais.


Esta missão é composta por um Fórum Empresarial e missões empresariais setoriais nas áreas Automóvel e Moldes, Materiais de Construção, TIC e Ensino Superior.


No Fórum Empresarial, as associações dos setores representados farão um enquadramento dos respetivos setores/fileiras.


Para cada empresa que integre a respetiva missão empresarial setorial haverá um programa de reuniões B2B personalizado e, quando aplicável, será organizado um retail tour, para que as empresas conheçam melhor a distribuição e o funcionamento do mercado.

 

Todas as despesas com passagens aéreas, alojamento e refeições serão por conta dos participantes.

 

Para participar, cada interessado deve fazer a sua a inscrição online até 27 de novembro. Para a preparação da Missão solicitamos ainda o envio, para rui.cordovil@portugalglobal.pt dos seguintes elementos: uma reduzida apresentação em francês da empresa (max 2/3 MB); uma imagem do produto da empresa, com uma definição jpg 300 dpi, para publicação em material promocional.
 

Inscreva-se ›
 

 

Fórum Empresarial no Radisson Blu Hôtel Casablanca City Center
2 Bd Mohamed Diouri Casablanca 
http://www.radissonblu.com/hotel-casablanca

 

Preços por quarto:
Single: 1350 Dhs/nuit + 49,50 Dhs/nuit taxe de sejour
Duplo: 1500 Dhs/nuit + 49,50 Dhs/nuit taxe de sejour

 

As reservas deverão ser efetuadas diretamente junto do hotel, à atenção de:
Mme Yousra LAANAYA, com a referência GRUPO EMBAIXADA DE PORTUGAL
Sales Manager
Radisson Blu Hotel, Casablanca City Center
M: + 212 (0) 6 61 91 28 55 , D: + 212 (0) 522 08 08 06 , T: + 212 (0) 522 08 08 08
yousra.laanaya@radissonblu.com

Porquê o mercado de Marrocos

 

Setores Automóvel e Moldes
Tornou-se o primeiro setor exportador de Marrocos, sendo que o país é ainda o primeiro construtor automóvel na África do Norte. Já registava, em 2017, 183 unidades industriais repartidas entre Tânger (43%), Casablanca (39%) e Kénitra (7%), com cerca de 200 empresas em plena laboração. Por sua vez, em 2012, a capacidade de produção automóvel era de 10 874 unidades, tendo passado, em 2017, para 376 000 veículos (últimos dados conhecidos).


A presença de empresas internacionais do setor automóvel, no mercado, é uma realidade: empresas sul coreanas, italianas, japonesas, americanas, espanholas, assim como indianas e chinesas, com oferta em setores tão diversos como, por exemplo, jantes em alumínio, cabos de controle, caixas eletromecânicas, espuma para assentos, cablagem, direção assistida, assentos, retrovisores exteriores, estampagem, sistemas de vedação, iluminação/eletrónica ou compressores para climatização.


Várias são as oportunidades para a oferta portuguesa em Marrocos, se se atender aos objetivos do Plan d’Accélération Industriel - Horizon 2030, promovido pelo governo local: produção estimada de 800 000 viaturas, um volume de negócios de exportação de 9 mil milhões de euros, uma taxa de integração de 65% e integração no TOP 10 das plataformas automobilísticas a nível mundial.


O referido plano, prevê igualmente o desenvolvimento de 5 fileiras industriais: agrupamento de líderes industriais para o desenvolvimento de verdadeiras fileiras industriais ou tecnológicos, melhorando a estrutura local de fornecedores e da subcontratação, cablagem, estampagens de metal, baterias, interiores dos veículos, assim como assentos e powertrains; e o desenvolvimento de ecossistemas em torno dos construtores Renault e PSA.


Assim, registam-se necessidades diversas, como por exemplo, nas áreas da fundição (ferro fundido e alumínio); usinagem de todo o tipo; tratamento de superfícies (em plástico e metal); pintura em plástico, eletrónica; têxteis técnicos, ferramentas (molde de injeção), matéria-prima (plástico granulado, tubos de aço e alumínio, conectores, entre outros.


No que respeita ao perfil dos parceiros comerciais, a abordagem comercial no mercado, dependendo do modelo de negócio, assenta essencialmente numa certa proximidade com os contratados, na localização local ou localizando subcontratados, ou através de parceiros de representação.

 

Materiais de Construção

Existem cerca de 4.000 empresas no setor da construção, das quais vinte são grandes empesas. Por sua vez, o mercado da construção e das segundas residências emprega cerca de 9% da população ativa em Marrocos.


Há que ter em consideração as especificidades da construção no mercado: construções tradicionais, as mais comuns, representaram cerca de 30.000 unidades, em 2017, seguidas por edifícios (6 312), edifícios comerciais (3 160) e vivendas (2 000).  No total, foram licenciados cerca 14,9 milhões de m2 para construção, em 2017 (últimos dados disponíveis).


Os principais fornecedores de Marrocos no setor da construção são a França (15%), a Alemanha (13%) e a Espanha (12%).


O governo marroquino prevê implementar um conjunto de projetos de desenvolvimento em novas cidades ou bairros residenciais (SDAU), lançados pelas principais regiões e previstos nos futuros Planos de Desenvolvimento Regional (PDRs), com um orçamento de investimento na ordem dos 15 mil milhões de euros, até 2035. Tais projetos incluem a construção de 15 novas cidades (ex. Tamensa,Hrafat, Tamensourt); a nova cidade de Zenata, uma eco-cidade que visa acolher 300.000 habitantes, com padrões internacionais de desenvolvimento sustentável; o Pólo Urbano de Mazagen (modelo de cidade sustentável, pioneiro no uso de novas tecnologias) que albergará área residencial, centro de I&D, instalações turísticas e culturais, área de atividade terciária, entre outras); ou a Cidade Verde Mohammed VI, com vocação universitária, também sob o prisma do desenvolvimento sustentável e respeito pelo meio ambiente.


Deste modo, surgem naturalmente boas oportunidades de negócio para as empresas portuguesas no setor dos materiais de construção, sobretudo para peças sanitárias, tubos e tubulações, torneiras, pintura, mármores, produtos de vidro e carpintaria e para revestimentos.


No que respeita ao perfil dos parceiros comerciais, a abordagem poderá ser através de um parceiro local representativo para uma mais fácil aproximação dos contratantes; presença física com vista a poder antecipar grandes projetos estruturantes do Reino de Marrocos e respetivas necessidades, ou candidatar-se a concursos lançados por empresas e coletividades locais.

 

TIC
O governo marroquino desenvolveu uma estratégia digital para 2020 que veio ganhar uma nova dinâmica com as novas políticas de desenvolvimento neste domínio.


A política atual da digitalização progressiva da economia (industria, serviços e agricultura) visa essencialmente desenvolver, otimizar informação, armazenar, trocar dados e informação, no âmbito da transformação digital dos territórios. Tal transformação prevê a implantação do e-government, digitalização de dados administrativos, melhoria da cobertura 4G e aumento da largura de banda Internet.

 

Outra área com boas perspetivas de crescimento são as questões ligadas à cibersegurança. Estudos recentes mostram que a maioria das empresas locais já foi afetada por vírus, software malicioso, perda de dados, entre outros, considerando que aquelas, em geral, são protegidas apenas por um simples antivírus. Apenas as grandes empresas têm preocupações sérias de segurança a este nível.


De sublinhar que o mercado da transformação digital e cibersegurança em Marrocos, valeu, em 2017, 3 mil milhões de euros, uma taxa de crescimento de 29% (7% do PIB) e com uma taxa de penetração de smartphones de 70%.


Assim, são várias as oportunidades para as empresas portuguesas, como por exemplo, o e-government; rastreabilidade e auditoria; gestão de identidades e acessos; segurança das mensagens e das aplicações; proteção dos fluxos móveis e da web; segurança de infraestruturas e equipamentos; formação de engenheiros especializados na segurança informática, em data scientist, developers, gestão de redes sociais, etc.; kloud; big data; blockchain; plataformas tecnológicas seguras; e proteção de dados, mobile banking e pagamentos; gestão de conteúdos e impressão 3D.


Em termos de perfil dos parceiros comerciais, a abordagem poderá ser feita através de um parceiro local representativo para uma mais fácil aproximação dos contratantes; presença física com vista a poder antecipar os principais projetos de transformação digital dos operadores, ou candidatar-se a concursos lançados pela banca ou outros operadores.

 

Ensino Superior
Marrocos é considerado o centro da educação em toda a região MENA, recebendo cerca de 13.300 estudantes internacionais, em 2017. O Ensino Superior é constituído por instituições públicas, instituições privadas e instituições Público-Privadas, baseadas no sistema LMD (Licenciatura 3 anos; Mestrado 2 anos; e Doutoramento 3 anos), correspondendo ao sistema de ensino francês. A partir de 2010, Marrocos juntou-se ao sistema Bolonha.


A educação no Ensino Superior em Marrocos tem vindo a mostrar sinais de grande dinâmica, com as universidades locais a promoverem intensivamente parcerias com universidades dos quatro cantos do mundo, embora com especial relevo para as universidades francesas, inglesas, canadianas e espanholas.


A língua francesa tem sido o segundo idioma em Marrocos e praticamente o primeiro em nível do Ensino Superior. No entanto, a partir de 2013, uma nova estratégia para a educação eclodiu no país, para se substituir a língua francesa pela inglesa, no sentido de se preparar a população mais jovem para a globalização do mercado de emprego. Hoje, a maioria das escolas de gestão do país ensina em língua inglesa.


Seguindo as tendências passadas quanto à mobilidade internacional dos seus estudantes, Marrocos, contudo, não tem relevado uma predisposição natural para consolidar os acordos já firmados com algumas universidades portuguesas. Tal realidade deve-se sobretudo ao desconhecimento da qualidade do Ensino Superior em Portugal, à ausência de iniciativas promocionais por parte das universidades portuguesas no mercado, assim como ao desconhecimento generalizado do nosso país.


Assim, convidam-se as universidades portuguesas e o ensino politécnico a participar numa missão específica para o Ensino Superior em todas as áreas ligadas à economia, gestão, logística, marketing, TIC, agricultura, entre outras.

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